Mesmo que não fosse pra ser assim, eu ainda tenho medo. Se é que posso chamar o que sinto de medo. Eu ainda não sei nomear, antes chamava de insegurança, depois chamei de neura, agora creio que é medo, mas não tem nome.
Talvez eu sinta por não conseguir crer em coisas estáveis, sempre me parece que o castelinho de cartas irá cair com o sopro do vento, e pior eu sempre acho que nunca mais vou conseguir reconstruir o castelo.
Eu o fiz com tanta dedicação, com tanto cuidado. Eu me entreguei mesmo, na construção dele.
No fundo eu espero que por tudo isso você feche as janelas, e não deixe o vento entrar, e continue comigo a construir o castelinho, até este se estruturar em bases cada vez mais resistentes impossível de nenhuma tempestade derrubar.