sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Bom dia.
Geralmente o momento em que eu mais reparo nas coisas a minha volta e que eu mais penso é no caminho para o colégio. Por mais que esteja quase morrendo de sono e andando em passos lentos quase comparados a uma tartaruga, eu sempre penso nas coisas nesse trajeto.
Tudo bem que eu não fico muito feliz nessa hora do dia, e talvez seja isso que me ajuda a pensar tanto. Eu reparo nas pessoas, que todos os dias cruzam comigo durante o meu caminho. Duas senhoras indo fazer sua caminhada matinal, o pai levando seus três filhos no colégio, uma garota bem vestida com seu carro do ano, alguns alunos de outros colégios aparentemente atrasados com o horário, duas irmãs que sempre pegam o mesmo ônibus, mas tem um que é o meu favorito. Grisalho, magro, de estatura média, se senta todos os dias na porta de casa para ver o sol nascer de novo, acompanhado de um cachorro preto com branco.
Se tem alguém que eu gosto de ver todos os dias, é esse senhor. Independente da minha pressa, do meu estado, independente de qualquer coisa, assim que passo por ele, um largo e empolgante sorriso de abre deixando escapar um longo “Boooom dia!”.
Esse é o melhor remédio para o mau humor causado pelo toque efusivo do celular que me desperta as 5:50AM. E é o combustível para o resto da minha manhã, dependendo, até do dia inteiro. Na maioria das vezes, as pessoas nem olham na sua cara, daí vem um cara massa desses e fala esse bom dia pra mim! E quando ele não aparece, eu fico pensando no que pode ter acontecido para ele faltar ao nosso compromisso.
Bom dia, Senhor Tadeu.
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