terça-feira, 9 de março de 2010

Algo em comum.

Conheci uma garota, uma mulher.
Ela não é feia, mas também não é bonita, não daquelas de chamar a atenção dos outros, digamos que é uma beleza comum, proporcional.
Tem gostos estranhos para algumas coisas. Escuta músicas antigas porque gosta do sentimento nostálgico que estas lhe trazem, apesar de não ter vivenciado a época em que elas foram lançadas. Vê filmes de amor enquanto se imagina em qualquer história dessas que a fazem se iludir por instantes. Escreve textos pessoais mesmo que sua aptidão para escrita seja praticamente nenhuma. Tem uma mania incontrolável de morder os lábios e balançar os pés quando esta parada. Não gosta de sol, mas se acha branca demais. É apaixonada por sorrisos bonitos e olhos.
Vive cheia de planos e sonhos para o futuro e o espera impacientemente, como se contasse os dias para ele chegar. Idiota, já lhe disse que o futuro é o dia seguinte, a hora seguinte, o minuto, o segundo. Mas ela insiste em pensar que ele ainda está para chegar e irá demorar.
Seus sonhos de consumo são razoavelmente simples. Ter um carro, independente de qual, desde que a acompanhe em suas viagens instantâneas pelo país. Ter um closet como o filme “Sex and the city”. Viajar pelos países que listou em sua agenda.
Mas estes são detalhes, que não tem tanta importância na sua cabecinha atolada de idéias.
Ela quer viver intensamente, poder ter controle sobre sua vida, mudar de cidade por um tempo, achar o lugar onde ela realmente queria estar, ver o nascer do sol depois de uma noite bem aproveitada, ter um porre de uma bebida forte e não estar sozinha, chorar de felicidade, e ter alguém em quem confiar. E ela acredita que estes sonhos (e outros que eu não citei aqui) são os mais complicados de se alcançar, porque cada um desses tem algo não tão simples por trás, mas quando realizá-los irá se sentir a pessoa mais feliz do mundo, por isso os alimenta na mente e faz deles seus grandes objetivos.

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