terça-feira, 9 de março de 2010

Impossível intitular

Ainda lembro como se fosse ontem, e mesmo que não tenha passado tanto tempo assim (na verdade dias), eu me lembro de tudo nos mínimos detalhes. Lembro muito bem do que eu via e sentia, sensações mútuas.
Eu sabia que ali poderia ser o final, eu sabia que aquilo era a ultima decisão que eu deveria tomar se eu pensasse de forma racional, mas como nunca é assim, aquele momento não foi o final e muito menos minha ultima decisão.
O problema é que eu não compreendia seus olhos, seu sorriso, suas lágrimas. E isso me deixava profundamente incomodada. Eu não sabia com quem estava lidando. Talvez esse detalhe tenha sido o responsável pelo melhor beijo que já tive, te conhecer tanto e beijar um desconhecido.
Você dizia coisas que eu queria ouvir, o vento frio fazia cócegas no meu rosto, e aquele ambiente foi me deixando cada vez menos rígida, cada vez mais frágil. Frágil por eu não conseguir controlar minha própria vontade de gritar um “eu te amo” bem alto em uma quinta feira movimentada numa esquina.
O que eu queria não aconteceu. E você se foi.
E só eu sei o quanto doeu ver a melhor coisa do mundo indo embora.
Então pensei comigo “não era isso que você queria? Pois é, conseguiu!”
E ontem, antes de dormir, olhando para a rua parada da janela no apartamento, eu pensei “Agora sim, eu consegui o que eu queria”, e ri.

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