quinta-feira, 6 de maio de 2010

Vida pré fabricada

O carro está lá fora esperando, vamos por as malas no porta-malas e sair para nunca mais voltar ou voltar muito tempo depois, ou nada disso.
Nós estamos de partida, seremos independentes, com vida nova, casa nova. Dá um friozinho no estomago só de pensar que não terei o colo da minha mãe, as brigas com a minha irmã, ao mesmo tempo em que é bom é assustador.
Há uns cinco anos eu sonhava com tudo isso, como deve ser divertido morar com os amigos, começar a farra e as risadas de manhã e não ter mais hora pra acabar. Desfrutar da vida menos saudável que alguém pode levar.
Estamos indo, e sei que junto as responsabilidades nos acompanham. E com o passar do tempo fomos vendo no que isso tudo deu...

Sabe este quarto está uma bagunça, continua como sempre foi, deixando as roupas limpas em na cadeira da escrivaninha, o que custa dobrá-las e guardar tudo no armário...
Temos que ir ao supermercado, não tem nada pra comer na geladeira e estamos morrendo de fome aqui, só tem besteiras nos armários...
Ah mãe ta tudo bem sim, estamos nos cuidando e cuidando de tudo direitinho, estamos comendo direito, não precisa se preocupar...
O chuveiro ta gelado e minha cabeça ta com shampoo, quem foi que esqueceu de pagar a conta de energia...
Essa noite vamos sair, vamos beber e dançar...
Sabe aquela doida, diz ela que encontrou um novo namorado, o cara mais lindo do mundo, só falta ele saber que ela é a namorada dele...
Vamos comer no subway hoje, matar a saudade...

Pensar no futuro, acelerar o tempo, quem nunca fez isso? Há quem diga que faz mal, que a cabeça só fica nas nuvens e o corpo finge que vive na Terra. Na minha opinião faz é bem, e muito, quando temos um sonho ele se torna o combustível para seguir adiante e concretizar tudo aquilo que um dia sonhamos.
Sempre fui assim, sonhadora. E gosto disso, tenho pena daqueles que não sonham pois estes não desfrutam da imaginação.
E é tão simples e fácil. Basta fechar os olhos e deixar os pensamentos fluírem para lugares sem fronteiras e deixá- los fazerem sua própria historia de faz de conta.

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