sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Tique-taque

Os ponteiros do relógio giram rápido de mais, um piscar de olhos é muito tempo, um abraço é mais ainda. Tique, um beijo, taque, um olhar. E o meu tempo vai passando rápido assim com você, mas mesmo a altas velocidades posso notar os detalhes com tamanha definição para crer que todo esse tempo é bem aproveitado do seu lado.
Tique, amor, Taque, VOCÊ.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

amizade perdida

Me dê um abraço apertado, diga que está com saudade e que eu faço falta pra você. Deixa eu te contar da minha vida e faça o mesmo, me conte de você. Afinal, faz tanto tempo que não fazemos isso, nem se quer lembro da última vez.
Não é visível em mim o que eu sinto a seu respeito, está guardado dentro da memória aquilo que me faz tanta falta. Sua ausência me dói sim, mesmo que não pareça.
Sei que quem quis isso fui eu, mas eu precisava. Sabe, é uma questão de orgulho, você deve entender disso melhor que eu. E não pense que esqueci todos aqueles dias do seu lado, mas você era outra pessoa, porque mudou tanto? Já não te reconheço mais, toda sua essência foi embora ou quem sabe está guardada aí no mais profundo do seu inconsciente.
Acredito e tenho esperança que no futuro nós ficaremos bem, mas me entenda, eu não podia mais lutar por isso sozinha.
Se tudo foi de verdade, um dia encontraremos a resposta, da sincera amizade que houve aqui.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Sem nome

Mesmo que não fosse pra ser assim, eu ainda tenho medo. Se é que posso chamar o que sinto de medo. Eu ainda não sei nomear, antes chamava de insegurança, depois chamei de neura, agora creio que é medo, mas não tem nome.

Talvez eu sinta por não conseguir crer em coisas estáveis, sempre me parece que o castelinho de cartas irá cair com o sopro do vento, e pior eu sempre acho que nunca mais vou conseguir reconstruir o castelo.
Eu o fiz com tanta dedicação, com tanto cuidado. Eu me entreguei mesmo, na construção dele.
No fundo eu espero que por tudo isso você feche as janelas, e não deixe o vento entrar, e continue comigo a construir o castelinho, até este se estruturar em bases cada vez mais resistentes impossível de nenhuma tempestade derrubar.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

A porta principal range, está velha. E com passos curtos e cuidadosos ela se senta na namoradeira de madeira que fica na varanda. Está frio.
O orvalho ainda não evaporou ,ainda se concentra em gotículas nas pétalas das rosas.
A brisa suave e gelada faz carinho no seu rosto amanhecido, tira do lugar uma mecha de fios grisalhos e por um suspiro o ar é levado dolorosamente aos pulmões que muitas vezes já respirara.
Quando ela acordou já sabia que era aquele dia. Seria o ponto final de uma longa história, e pensando assim uma lágrima escorreu por entre profundos riscos do seu rosto, como a nascente de um rio.
Junto à essa lágrima um filme passou rapidamente na sua cabeça. Sua infância na fazenda, o balanço na mangueira, o colegial, o primeiro e único amor, seu casamento, sua formatura, seus filhos correndo pelo quintal daquela mesma casa. Era seu próprio filme, feitos de cenas marcantes e especiais.
Seus pés iam para frente e para trás no ritmo da cadeira de balanço, mas depois de um breve soluço de choro mais um suspiro pôs fim ao ritmo freqüente e a vida daquela senhora que agora dormia.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Depois de um certo tempo de experiência notei que não posso confiar em todos os sorrisos, olhares, gestos, mas principalmente em palavras.
Eu confiei de olhos vendados em tudo e todos, e depois desse tempo percebi o quão falsas são as pessoas. Na minha situação eu prefiro generalizar, mesmo.
Sorri, fala, vira as costas e pronto! É o suficiente para os venenos amargos escorrem pelos cantos dos lábios como se procurassem ouvidos prontos para ouvir uma história fantasiada, e falsa.
Não sou de vingança, mas se tem uma coisa que acredito é que tudo de mal que se faz ao outro volta para você mesmo, cedo ou tarde, mas volta. Logo acredito que todo esse veneno espalhado uma hora voltará para a boca dos infelizes que sentem prazer de falar o que pensam ser verdade, afinal esse é o único jeito que encontram para se sentirem superiores. Desde já, quero distancia.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Parabéns

É engraçado pensar como tudo aconteceu. Meu primeiro ano na escola, e na minha sala tinha uma menina metida, chata, que me olhava torto e que aparentemente não dava certo comigo, mesmo!
Mas o tempo passou, eu a conheci, e mudei totalmente meus conceitos sobre ela. Agora ela é o contrário e muito mais.
E hoje meus parabéns especiais vão para você, Andressa!
Obrigada por ser tão especial, e fazer parte das minhas manhãs que com você do meu lado são bem mais legais.
Que o tempo de boas novas comece e nunca acabe para você :)
Te amo <3

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Desabafo

Hoje eu acordei, foi um dia normal.
Mas não aqui dentro sabe? Ansiedade, nervosismo, unhas ruídas, lábios mordidos, impaciência, medo. Vertigem.
Sensações, diga-se de passagem, ruins, misturadas tomando conta dos meus pensamentos.
Hoje estou triste, a única coisa que eu quero é a solução, minha cama, meu travesseiro e dramim.
Talvez seja raiva, de não poder decidir tudo sozinha, de ter medo de abrir mão de tudo, de me acomodar, de ter medo da solidão, de não saber pra onde ir.
Droga, que coisa mais depressiva.
Tchau.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Vida pré fabricada

O carro está lá fora esperando, vamos por as malas no porta-malas e sair para nunca mais voltar ou voltar muito tempo depois, ou nada disso.
Nós estamos de partida, seremos independentes, com vida nova, casa nova. Dá um friozinho no estomago só de pensar que não terei o colo da minha mãe, as brigas com a minha irmã, ao mesmo tempo em que é bom é assustador.
Há uns cinco anos eu sonhava com tudo isso, como deve ser divertido morar com os amigos, começar a farra e as risadas de manhã e não ter mais hora pra acabar. Desfrutar da vida menos saudável que alguém pode levar.
Estamos indo, e sei que junto as responsabilidades nos acompanham. E com o passar do tempo fomos vendo no que isso tudo deu...

Sabe este quarto está uma bagunça, continua como sempre foi, deixando as roupas limpas em na cadeira da escrivaninha, o que custa dobrá-las e guardar tudo no armário...
Temos que ir ao supermercado, não tem nada pra comer na geladeira e estamos morrendo de fome aqui, só tem besteiras nos armários...
Ah mãe ta tudo bem sim, estamos nos cuidando e cuidando de tudo direitinho, estamos comendo direito, não precisa se preocupar...
O chuveiro ta gelado e minha cabeça ta com shampoo, quem foi que esqueceu de pagar a conta de energia...
Essa noite vamos sair, vamos beber e dançar...
Sabe aquela doida, diz ela que encontrou um novo namorado, o cara mais lindo do mundo, só falta ele saber que ela é a namorada dele...
Vamos comer no subway hoje, matar a saudade...

Pensar no futuro, acelerar o tempo, quem nunca fez isso? Há quem diga que faz mal, que a cabeça só fica nas nuvens e o corpo finge que vive na Terra. Na minha opinião faz é bem, e muito, quando temos um sonho ele se torna o combustível para seguir adiante e concretizar tudo aquilo que um dia sonhamos.
Sempre fui assim, sonhadora. E gosto disso, tenho pena daqueles que não sonham pois estes não desfrutam da imaginação.
E é tão simples e fácil. Basta fechar os olhos e deixar os pensamentos fluírem para lugares sem fronteiras e deixá- los fazerem sua própria historia de faz de conta.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Saudade

Saudade de correr na grama molhada,
de não saber se amanhã irei ter tudo ou nada.
Saudade de subir na arvore,
de comer a amora direto do pé.
Saudade andar descalço,
de poder sujar sem se importar.
Saudade do abraço de irmã,
de nem pensar no amanhã.
Saudade de quando minha maior preocupação era perder os dentes,
de quando não tinha a real dimensão das coisas.
Saudade de abrir a boca na chuva,
de me saciar com pouco.
Saudade de comer um doce sem culpa,
de não saber o que é gula.
Saudade dos abraços, dos sorrisos,
de toda a sinceridade que estes traziam.
Saudade de toda a imaginação,
de quando eu só precisava de papel e lápis de cor.
Saudade das fantasias,
de coelhinho da páscoa, Papai-noel, Cinderela.
Saudade dos joelhos ralados, dos roxos misteriosos,
de levar um tombo e levantar,
Saudade de enxergar o nada,
e ver neste tudo.

terça-feira, 9 de março de 2010

Impossível intitular

Ainda lembro como se fosse ontem, e mesmo que não tenha passado tanto tempo assim (na verdade dias), eu me lembro de tudo nos mínimos detalhes. Lembro muito bem do que eu via e sentia, sensações mútuas.
Eu sabia que ali poderia ser o final, eu sabia que aquilo era a ultima decisão que eu deveria tomar se eu pensasse de forma racional, mas como nunca é assim, aquele momento não foi o final e muito menos minha ultima decisão.
O problema é que eu não compreendia seus olhos, seu sorriso, suas lágrimas. E isso me deixava profundamente incomodada. Eu não sabia com quem estava lidando. Talvez esse detalhe tenha sido o responsável pelo melhor beijo que já tive, te conhecer tanto e beijar um desconhecido.
Você dizia coisas que eu queria ouvir, o vento frio fazia cócegas no meu rosto, e aquele ambiente foi me deixando cada vez menos rígida, cada vez mais frágil. Frágil por eu não conseguir controlar minha própria vontade de gritar um “eu te amo” bem alto em uma quinta feira movimentada numa esquina.
O que eu queria não aconteceu. E você se foi.
E só eu sei o quanto doeu ver a melhor coisa do mundo indo embora.
Então pensei comigo “não era isso que você queria? Pois é, conseguiu!”
E ontem, antes de dormir, olhando para a rua parada da janela no apartamento, eu pensei “Agora sim, eu consegui o que eu queria”, e ri.

Algo em comum.

Conheci uma garota, uma mulher.
Ela não é feia, mas também não é bonita, não daquelas de chamar a atenção dos outros, digamos que é uma beleza comum, proporcional.
Tem gostos estranhos para algumas coisas. Escuta músicas antigas porque gosta do sentimento nostálgico que estas lhe trazem, apesar de não ter vivenciado a época em que elas foram lançadas. Vê filmes de amor enquanto se imagina em qualquer história dessas que a fazem se iludir por instantes. Escreve textos pessoais mesmo que sua aptidão para escrita seja praticamente nenhuma. Tem uma mania incontrolável de morder os lábios e balançar os pés quando esta parada. Não gosta de sol, mas se acha branca demais. É apaixonada por sorrisos bonitos e olhos.
Vive cheia de planos e sonhos para o futuro e o espera impacientemente, como se contasse os dias para ele chegar. Idiota, já lhe disse que o futuro é o dia seguinte, a hora seguinte, o minuto, o segundo. Mas ela insiste em pensar que ele ainda está para chegar e irá demorar.
Seus sonhos de consumo são razoavelmente simples. Ter um carro, independente de qual, desde que a acompanhe em suas viagens instantâneas pelo país. Ter um closet como o filme “Sex and the city”. Viajar pelos países que listou em sua agenda.
Mas estes são detalhes, que não tem tanta importância na sua cabecinha atolada de idéias.
Ela quer viver intensamente, poder ter controle sobre sua vida, mudar de cidade por um tempo, achar o lugar onde ela realmente queria estar, ver o nascer do sol depois de uma noite bem aproveitada, ter um porre de uma bebida forte e não estar sozinha, chorar de felicidade, e ter alguém em quem confiar. E ela acredita que estes sonhos (e outros que eu não citei aqui) são os mais complicados de se alcançar, porque cada um desses tem algo não tão simples por trás, mas quando realizá-los irá se sentir a pessoa mais feliz do mundo, por isso os alimenta na mente e faz deles seus grandes objetivos.

sábado, 6 de março de 2010

Brilho eterno


"Feliz é o destino da inocente vestal! Esquecendo o mundo e sendo por ele esquecida. Brilho eterno de uma mente sem lembranças. Toda prece é ouvida, toda graça se alcança."

domingo, 28 de fevereiro de 2010


maybe live a dream is better than living a miserable reality. or maybe my dreams are really big to become true. I don’t know.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A vírgula e o ponto final.

Nunca acreditei muito nas vírgulas. Na verdade acho meio complicado parar por alguns intantes e depois recomeçar de onde parei. Sempre achei mais fácil acabar, e depois começar, mas não REcomeçar.
Ainda que a certeza das minhas dúvidas viessem bater na minha porta eu esitaria, pensaria, e agiria com razão, sendo cauculista, algo que na maioria das vezes eu não sou.
Não quero palavras bonitas, frases bem boladas.
Eu quero ações que comprovam tudo que é libertado pela boca, eu quero olhar nos olhos e encontrar algo valioso que se esconde do lado de dentro.
Estou decidindo entre a vírgula e o ponto final.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Novo sol



Perceber o amor cortando o coração, abrindo uma ferida, hemorragia de sentimentos, uma nova cicatriz depois de um adeus.
Perda, dor, vazio, anestesia. Agora, anestesia.
Novos sóis, depois de tempestades em sequência. Novo sol para aquecer, para iluminar o breu, para deixar o novo se mostrar melhor do que nunca.
Esses dias cheguei a conclusão de que não adianta nada viver em uma cápsula prevendo o pior, sendo que a pior parte já se passou. A tempestade já se foi, e agora restou um pouco de mim. O pouco necessário para levantar, recomeçar e andar sob o novo sol que nasceu.
E eu, sou a única que posso fazer isso, afinal só depende de mim.
Não vou mais me esconder do sol, vou deixá-lo entrar, para me mostrar o que tem pela frente.


sentirei falta de pessoas incriveis que estive essa semana. :/

sábado, 13 de fevereiro de 2010

I gave you everything I had, until I had nothing left.
Now you act as if I'm just a burden.
I've finally let go.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Parafusos a menos

Tem algo fora do lugar, é estranho. Eu já aceitei a condição, mas o fato de aceitar não quer dizer que eu tenho engolido isso, ainda tem aquele acumulo bem na garganta.
A vontade que eu tenho é de por tudo pra fora, de fazer todas as palavras e pensamentos poderem viver no meio exterior como qualquer ser vivo, porque afinal de contas, elas estão mortas enquanto presas aqui. E isso da uma sensação de inutilidade, o que não é nada agradável.
Eu tenho saudade de um passado não muito distante, de quando eu tinha o que fazer de madrugada enquanto o sono não chegava. E essa saudade me faz ter a loucura de pensar em jogar tudo pra cima, quase todos os dias.
Afinal, está tudo monótono demais.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Sentimental

Eu sei é um doce te amar
É bom te ver sorrir
E eu fiz de tudo pra você perceber
que era eu...
Esse é so o começo do fim da nossa vida
Me abraça forte agora
Que é chegada a nossa hora
Se a gente já não sabe mais rir um do outro meu bem
então o que resta é chorar
e talvez, se tem que durar
vem renascido o amor
bento de lágrimas.
Ah, vai me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém
a fim de te acompanhar
Não solta da minha mão
Não sei viver sem te ter
E eu nunca vou te esquecer amor
Eu não nego, eu me entrego, você é meu grande amor, e hoje eu vou te dizer "eu te amo"
Nada vai mudar entre nós. Como eu sei? Eu só sei.
Eu imploro, eu te adoro, você tem meu coração a bater pra você mais uma canção.
E agora é só você que me faz cantar
É só você que me faz cantar






Todas frases foram tiradas de canções dos Los Hermanos, que me deram inspiração para juntá-las e formar um texto, digamos, um pouco "Sentimental"... como eu.

Para alguém especial. (:

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Um pouco de cor.


Eu escolho a cor e pinto.
Risco meu universo, depois adiciono as cores.
Uma figura surge, e seu tema varia de acordo com o meu estado de espírito, e a cor diz o que eu sinto.
A cor pode ser alegre, séria, efusiva. E ela representa o que se passa dentro de mim naquele momento.
Azul, amarelo, vermelho, laranja, marron, cinza, e mais uma infinita cartela de tons que ditam o meu viver.
Hoje, particularmente, resolvi pintar com o lilás, que passa uma seriedade na medida, nem triste nem feliz, neutro. Como se eu estivesse aguardando algo acontecer, eu sinto, algo está para acontecer.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

If it means a lot of you

Hey querida, espero que esteja bem esta noite
E eu sei, você não se sente bem quando vou embora
Yeah, eu quero isso, mas não, não preciso disso
Diga-me algo carinhoso para eu levar comigo
Porque eu não posso voltar para casa até que eles cantem
La, la la la, la la la
Até que todos estejam cantando.


Se você puder esperar até eu chegar em casa
Então juro que podemos fazer isso durar
Se você esperar até eu chegar em casa
Então quando chegar amanhã isso tudo estará em nosso passado
Bem isso pode ser para o melhor


Hey querida, eu preciso de ti esta noite
E eu sei que você não quer me deixar
Yeah, você quer isso, mas não posso ajudar
Se apenas me sinto completa quando você está do meu lado
Mas eu sei que você não pode ir para casa até que todos cantem
La, la la la, la la la
Até que todos estejam cantando.
La, la la la, la la la


Se você puder esperar até eu chegar em casa
Então juro que podemos fazer isso durar
Se você esperar até eu chegar em casa
Então quando chegar amanhã isso tudo estará em nosso passado
Bem isso pode ser para o melhor

Eu sei que você não pode me dar o que eu preciso
E mesmo que isso signifique muito pra mim
Eu posso esperar apesar de tudo
Isso realmente esta acontecendo?


       A day to remember



quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Ruídos, estrondos.

Uma voz grita no meu subconsciente, ela me diz para desistir, deixar tudo para trás e mergulhar um poço escuro. Ela me trás pensamentos tristes, é quase insuportável, mas eu ainda suporto.
Eu resisto a tudo isso, vou vivendo um dia de cada vez. Quando acordo penso em derrotar essa voz durante o dia, e de noite me sinto bem porque mais um dia passou e a voz não se arrastou pelo resto do meu corpo, mesmo que quase.
Sentimentos assim só servem para nos deixar para baixo, acabar com o que eu estava bom, e por fim nos tomar de vez fazendo com os dias percam a cor, percam o encanto.
É difícil e doloroso, mas eu ainda resisto.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Mais


Hoje, amanhã e depois... eu quero mais!

Mais amor,
Mais tempo livre,
Mais amizade,
Mais do que me faz bem, do que me faz mais!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Um céu, várias estrelas.



Uma, duas, três, quatro, cinco, mil, milhões, não interessa a quantidade das estrelas que iluminam as noites de verão e sim a mágica visão numa noite de insônia.

Ainda que ofuscadas pelas luzes da cidade, elas brilham, elas doam uma das belezas mais sutis que os olhos humanos podem registrar. O que será que se esconde por trás de pontos luminosos espalhados no céu? É possível imaginar inúmeras hipóteses, pois é algo tão normal e ao mesmo tempo tão abstrato.
Certa vez minha avó me disse que as estrelas representam sonhos, de cada ser que vive debaixo delas. As estrelas são os sonhos, por isso há tantas! Impossível contá-las, assim como os sonhos.
Assim como as estrelas, os sonhos não podem se acabar, eles não podem sumir. E assim como num dia de chuva as estrelas não aparecem, vai chegar um dia que você vai achar que só porque hoje não deu certo o sonho deve ser deixado de lado, mas após um dia chuvoso vem um dia ensolarado e depois uma noite estrelada, e os sonhos nascem de novo, brilham para serem realizados. Perdidas numa imensidão negra, como os sonhos perdidos em milhões de dificuldades.
Mas as estrelas sobrevivem, dia após dia, para iluminar as minhas noites insônia (like my dreams).

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Tão jovial

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